O Castelo de Hoensbroek é um dos maiores castelos com fosso dos Países Baixos, com as suas quatro alas de tijolo e as torres gémeas da casa da guarda a erguerem-se diretamente da água, nos limites da localidade com o mesmo nome, em Zuid-Limburg, perto de Heerlen. A primeira fortificação no local foi uma mota fortificada por volta de 1225, e a parte mais antiga ainda de pé — a alta torre redonda — foi erguida por Herman Hoen cerca de 1360, dando ao castelo a sua família e o seu nome.
Ao longo dos quatro séculos seguintes, a família Van Hoensbroeck expandiu o castelo por etapas, acrescentando alas e torres durante os séculos XIV, XVII e XVIII, até se tornar numa das maiores fortalezas do seu género entre o Reno e o Mosa — um castelo com mais de 67 salas, salões e aposentos protegidos pelo seu fosso. Os apartamentos do século XVIII revelam um toque mais leve, de influência francesa, com pinturas ilusionistas nos tetos que contrastam com a cantaria mais antiga e austera do castelo.
A família Van Hoensbroeck deteve o castelo durante quase seis séculos, até a linhagem se extinguir no final do século XVIII. Passou por mãos privadas e anos de declínio antes de uma fundação o adquirir em 1927 e o restaurar em duas longas campanhas, de 1930 a 1940 e novamente de 1986 a 1989. Classificado como Rijksmonument desde 1967, Hoensbroek funciona hoje como museu, com a sua masmorra, torres e salas de época abertas num percurso autoguiado com acesso por horário marcado.